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eusebio junino

Câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres brasileiras

Regiões Norte e Nordeste concentram maiores taxas de mortalidade pela doença

Médica e paciente. Foto: Banco de Imagens

09/01/24 10:49

Terceira maior causa de mortes prematuras femininas no país, o câncer do colo do útero deve atingir mais de 17 mil mulheres por ano no Brasil, entre 2023 e 2025, um índice de risco em torno de 13,25 casos para cada 100 mil mulheres, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A neoplasia é a terceira mais incidente entre as mulheres brasileiras, excluídos os tumores de pele não melanoma. As regiões Norte e Nordeste do país concentram as maiores taxas de prevalência e mortalidade pela doença. Só no Ceará, 1.030 novos casos de câncer de colo de útero são esperados para cada ano do triênio 2023 – 2025. Todos os dados são do Inca.

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Os números preocupam, tendo em vista que esse tipo de câncer é altamente prevenível e os casos poderiam ser reduzidos com a adoção de mecanismos de controle, como vacinação e rastreio, mas que esbarram nas desigualdades sociais e regionais no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que seria possível reduzir entre 60% e 90% das ocorrências aumentando o rastreamento da população feminina para, ao menos, 80% das mulheres.

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É por isso que a campanha Janeiro Verde, criada pela Sociedade Brasileira de Cancerologia, visa conscientizar a população sobre a importância da prevenção e detecção precoce da doença. Médicos do Instituto do Câncer do Ceará (ICC) alertam para a necessidade da consulta regular com o ginecologista e da realização dos exames preventivos.

Considerado raro em mulheres de até 30 anos, a mortalidade por câncer do colo do útero aumenta progressivamente a partir da quarta década de vida. Historicamente, cerca de 70% da mortalidade por câncer do colo do útero se concentra na faixa etária de 25 a 64 anos, de acordo com o Inca.

Prevenção

Por ser uma doença sexualmente transmissível, o uso da camisinha nas relações sexuais é um importante método de prevenção. Já a vacina ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a principal arma contra esse tipo de câncer, sendo esta uma das prioridades das diretrizes da OMS para a doença. O esquema contempla a aplicação de duas doses com intervalo de seis meses entre elas.

A recomendação do imunizante é para jovens entre 9 e 14 anos, antes do início da vida sexual, além da população imunossuprimida (vivendo com HIV/aids, submetidos a transplantes de órgãos sólidos/medula óssea e pacientes oncológicos), de 15 a 45 anos. Desde 2020, a OMS trabalha com a meta de eliminar o câncer de colo de útero e o classifica como um problema de saúde pública mundial.

As consultas e exames de rotina, como o papanicolau, são essenciais e devem fazer parte do calendário anual do público feminino e ser realizados periodicamente após o início da vida sexual.

O Papanicolau, ou exame citopatológico, também  é oferecido de forma gratuita pelo SUS. Segundo a ginecologista Ayane Oliveira, do Instituto do Câncer do Ceará, o exame permite a identificação de lesões precursoras que, se tratadas precocemente, possuem grandes chances de não evoluírem para o câncer.

“O exame é recomendado para mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram atividade sexual, devendo ser realizado uma vez por ano. A periodicidade e a necessidade do exame para mulheres com mais de 64 anos deve ser avaliada individualmente”, explica a especialista.

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