O governador Camilo Santana assumiu o comando das instituições do Estado no Cariri. Promoveu uma limpeza contra as indicações dos FGs na região, na largada do seu segundo mandato. O recente episódio que derrubou o promotor aposentado e sogro de Cid Gomes, Leitão Moura, da direção da Expocrato, foi a última demissão de uma série que começou meses atrás.
A ordem de Camilo é simples: não quer nenhum apadrinhado de Cid e Ciro nas esferas do Governo, na sua principal área de influência política. Para executar a tarefa, foram encarregados o PT estadual e Fernando Santana. As trocas foram feitas e o recado dado foi claro: quem manda no Cariri é o Governador.
O próximo passo de Camilo, para avançar a sua liderança, será direcionado aos prefeitos. Irá convocá-los para um tête-à-tête, para saber quem é fiel a ele e quem fica com os FGs numa briga improvável. Camilo apenas deseja medir o grau de lealdade dos prefeitos ao Abolição. A sucessão de 2022 está aberta e Camilo não pretende ficar fora do jogo eleitoral. Quer protagonismo.