Câmera de segurança coloca versão de policial sob suspeita no caso de PM encontrado carbonizado

Marido também foi preso e é investigado pelo crime

Câmera de segurança coloca versão de policial sob suspeita no caso de PM encontrado carbonizado

12/08/2026 17:31

Uma imagem de câmera de segurança pode ser uma das principais peças da investigação sobre a morte do soldado da Polícia Militar Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, encontrado carbonizado dentro de um carro em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.

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A gravação mostra a policial militar suspeita de envolvimento no crime em uma situação que, segundo a investigação, não seria compatível com a versão apresentada por ela aos investigadores. A soldado afirmou ter sido vítima dos criminosos e posteriormente encontrada amarrada às margens da BR-116.

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Um dos detalhes que chamou a atenção dos investigadores é que a policial aparece nas imagens às 8h52 usando o mesmo vestido que vestia quando foi localizada e presa posteriormente. O registro passou a ser analisado como elemento para confrontar a cronologia apresentada pela suspeita.

Raphael foi morto após sair do trabalho, em Messejana. Conforme as informações preliminares da investigação, ele teria sido sequestrado e levado para a Aerolândia, onde teria sido assassinado. Depois, o corpo foi levado para Itaitinga, onde acabou encontrado carbonizado.

A principal linha de investigação aponta para uma possível vingança motivada por uma suposta traição, envolvendo a policial e a vítima. O marido da soldado também foi preso por suspeita de participação no crime.

A policial, que ingressou na PM em 2024, já responde a outros processos, entre eles por suspeitas de estelionato, lavagem ou ocultação de bens e participação em organização criminosa.

O que dizem as defesas

A defesa do casal contesta as acusações e afirma que os elementos apresentados pela investigação são apenas presunções. O advogado da PM, Walmir Medeiros, em entrevista à Verdes Mares disse que "ela (policial) não consegue me contar a história. Ela conta 'flashes', ela está confusa. Ela não consegue contar uma história com início, meio e fim. Isso é prejudicial para ela, é prejudicial para a defesa e é prejudicial para as investigações", disse.

A defesa da suspeita disse ainda que ela informou que não teve traição nenhuma, não teve ameaça. "Estão associando, o policial namorava uma policial que era mulher de integrante de facção. Ele não é integrante de facção, ela não namorava o policial. Não há provas contra ela, há provas circunstanciais e suposições. Ela estava com ele, ele foi morto e ela não. Isso não a coloca na culpa do crime, a coloca na cena", contou.

A advogada de Antoneudo e da mãe dele, Karla Borges, informou que seus clientes foram ouvidos todos como testemunhas em um primeiro momento. "Nada tinha em relação ao Antoneldo com o crime. Ele foi também tratado como testemunha no primeiro momento e ficou esperando o depoimento da mãe. Quando a gente já estava saindo da delegacia, chamaram o Antoneldo para ser reinquirido. Ele foi preso na maior absurdez do mundo, em flagrante delito por terem na casa dele seis munições de calibre 38 e algumas carteiras de identidade.(0:45) Eles entraram na casa sem mandado de busca e apreensão, quando o Antoneldo já se encontrava por horas na delegacia. O Antoneldo não se encontra preso pelo crime de homicídio. Ele está preso por outra situação e completamente legal que pretendemos provar isso na custódia".

As audiências de custódia estão marcadas para esta quinta-feira (13).

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