Cabo da PM morre após passar mal durante treinamento do COTAR
O militar foi internado em estado grave e não resistiu
(Foto: Reprodução)
10/06/2026 9:24
Um policial militar morreu após apresentar um grave quadro de rabdomiólise, uma síndrome caracterizada pela rápida destruição das fibras musculares, durante uma atividade do Curso do Comando Tático Rural (Cotar), uma das formações operacionais de maior exigência física da Polícia Militar do Ceará. O falecimento do cabo Anderson Weverton de Lima Nunes foi confirmado nesta quarta-feira (10), após horas de atendimento médico intensivo.
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De acordo com a nota de esclarecimento emitida pela corporação, o militar passou mal durante uma marcha realizada como parte das atividades do curso e foi socorrido ao Hospital Municipal de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Em razão da gravidade do quadro clínico, ele precisou ser intubado e submetido a cuidados intensivos. Outro participante do treinamento, o soldado Deivid Carvalho Alves, também foi encaminhado à unidade hospitalar após apresentar sintomas de exaustão física, mas permaneceu consciente.
A causa do agravamento do estado de saúde do cabo foi associada à rabdomiólise. A condição provoca a liberação de substâncias como mioglobina e potássio na corrente sanguínea, o que pode resultar em insuficiência renal aguda, alterações cardíacas e outras complicações potencialmente fatais.
A morte do policial reacende discussões recorrentes sobre os limites físicos impostos em cursos operacionais de alta intensidade, bem como sobre a necessidade de protocolos rigorosos de monitoramento médico durante treinamentos considerados de elevado desgaste. Especialistas apontam que, embora a preparação física seja elemento fundamental para unidades especializadas, a adoção de mecanismos de prevenção e resposta rápida pode ser decisiva para evitar desfechos trágicos.
Casos envolvendo intercorrências graves em treinamentos militares e policiais já foram registrados em diferentes estados brasileiros ao longo dos últimos anos, alimentando debates sobre critérios de seleção, acompanhamento clínico e avaliação contínua das condições dos participantes durante atividades extremas.
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A confirmação da morte do cabo Anderson Weverton gerou forte comoção entre colegas de farda, familiares e integrantes das forças de segurança. Nas redes sociais, policiais manifestaram pesar e prestaram homenagens ao militar, destacando sua dedicação à corporação e o compromisso com a carreira policial.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a abertura de procedimentos administrativos para apurar as circunstâncias do ocorrido.