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Após alta prematura, morte de paciente idoso gera polêmica em Tejuçuoca
Heloíde Estevam
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O CN7 denunciou que a prefeita de Tejuçuoca, Heloíde Estevam, autorizou festa para comemorar a alta prematura de um paciente idoso que estava com Covid-19. Infelizmente, o senhor veio a morrer. Depois disso, a situação gerou polêmica no município.

O deputado estadual João Jaime acusou a prefeita de tentar faturar politicamente com a “festa da alta”.

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O neto do senhor que morreu mandou nota para o CN7 defendendo que o avô não morreu de Covid-19, mas de uma comorbidade.

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Boa tarde,

Sou Igor Matos, neto do sr. Francisco Teixeira Matos, e, na presente data, tive o infortúnio de ler uma notícia, veiculada por esse website, na qual constam insinuações muito maldosas que mancham a honra do nosso patriarca e de sua família. Se, em meio ao nosso luto, não pudermos contar com o mínimo de respeito de pessoas que a nós são desconhecidos, não sei aonde nós, enquanto humanidade, estaremos indo.

Vamos aos fatos. Meu avô foi diagnosticado com Covid-19, passou 13 dias internado. Sendo que, nos últimos 5 dias, ele já não necessitava de oxigenação suplementar, estava afebril, consciente, ativo no leito, ou seja, não havia nenhum critério clínico que justificasse sua permanência hospitalar, visto que a ausência de literaruta científica suficiente, nos sugere que pode haver a possibilidade de uma reinfecção.

Ele veio para casa, estava muito bem, se alimentando, andando ativamente com necessidade de apenas suporte próximo dos parentes com o objetivo de prevenir eventuais quedas, naturais à idade e condição dele (paciente com Alzheimer há 2 anos em tratamento com medicações com efeitos prejudiciais à marcha e ao equilíbrio).

Veio a óbito em casa por infarto do miocárdio, em decorrência de suas comorbidades (síndrome metabólica) e pelo tempo de internamento. Todas as comorbidades foram listadas no campo II da declaração de óbito, inclusive a Covid-19, ou seja, não são a causa direta do falecimento, portanto, não cabendo a notificação como covid, nem muito menos justificando a suspeição levantada pela notícia supracitada.

Sou acadêmico de Medicina, no sétimo semestre, e jamais deixaria que o caso do meu avô fosse conduzido segundo fins políticos. Ademais, seria acreditar na corrupção de todos os profissionais que estavam se dedicando ao seu cuidado.

Todos esses fatos seriam confirmados, caso houvesse algum contato com a família, no entanto, não foi o que ocorreu. Resultado: notícia, que chega a ser caluniosa, sendo divulgada em redes sociais. Um profundo desrespeito à família e a função social majestosa do jornalismo sério.

Devido aos fatos acima esclarecidos, solicito uma retratação pública feita pelo jornalista responsável pela apuração e divulgação da “notícia”.

Desde já, agradeço pela atenção.

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