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Após ação desastrosa, CGD pede que MP investigue ameaças de “milícia” a seus agentes
O Ministério Público deverá pedir à Justiça a quebra do sigilo telefônico de PMs
Câmera flagrou o momento em que agentes da CGD atiram nas costas do PM

Após a operação desastrosa que terminou com um policial militar atingido com um tiro nas costas, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD), recorre, agora, ao Ministério Público Estadual (MPE) para que este  investigue supostas ameaças aos seus agentes por uma “milícia”. 

O caso foi parar na 149ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, onde uma promotora (identidade preservada) deve entrar, nos próximos dias, com pedido judicial de quebra de sigilo telefônico dos membros da suposta “milícia”que estaria ameaçando policiais civis, escrivães e delegados que compõem a Delegacia de Assuntos Internos (DAI), órgão da Polícia Civil instalado nas dependências da CGD.

São da DAI os agentes que balearam o cabo PM Francisco Thiago Gomes da Silva, o PM que estaria sendo investigado por praticar crime de extorsão contra um comerciante e sua família para não ser preso. No dia 20 de agosto, por volta de 18h30, Thiago foi abordado pelos agentes na Avenida Demétrio de Menezes, no bairro Antônio Bezerra, que estariam escoltando o comerciante ameaçado. Ao tentar fugir de uma eventual prisão, o PM recebeu um tiro de pistola nas costas. As cenas da ação desastrosa da CGD foram filmadas e as imagens desmentiram a versão oficial que o órgão deu à Imprensa sobre o assunto.

Ameaças e ligações

De acordo com o novo desdobramento dos fatos, a CGD teria encaminhado ao Ministério Público o pedido para que sejam investigadas ameaças aos seus agentes e, para isso, o MP necessitaria da quebra do sigilo telefônico a fim de interceptar ligações entre policiais militares que teriam formado uma “milícia” na Capital.

Para os militares, entretanto, a estratégia da CGD seria desviar o foco diante da ação desastrosa de seus agentes e de permanentes denúncias de abuso de autoridade, operações com constrangimento ilegal e questionamentos sobre a necessidade e legalidade da existência do órgão. Nas mãos do governador Camilo Santana (PT), já existe um pedido de extinção da Controladoria.

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