Advogada de Marcinho VP é acusada de extorsão contra deputado cearense

Paloma atua na defesa de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP

(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

29/05/2026 10:24

A prisão da advogada Paloma Gurgel de Oliveira Cerqueira Bandeira, ocorrida em janeiro deste ano em Natal (RN), adicionou um novo capítulo às investigações sobre um suposto esquema de extorsão que teria como alvo o deputado estadual cearense Simão Pedro (PSD). Segundo os autos do processo, a advogada, que também mantinha forte presença nas redes sociais como influenciadora digital, é apontada pelas autoridades como integrante de um grupo criminoso responsável por ameaças e cobranças ilegais direcionadas ao parlamentar e familiares.

Siga o canal do CN7 no WhatsApp

Paloma atua na defesa de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, apontado como uma das principais lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Conforme a investigação, ela teria participado de tentativas de intimidação envolvendo mensagens ameaçadoras e exigências financeiras feitas contra o deputado, líder da bancada do PSD na Assembleia Legislativa do Ceará.

No último dia 22 de maio, a Justiça do Rio Grande do Norte negou o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa da advogada. Ela permanece custodiada na Companhia Independente de Policiamento de Guardas (CIPGB/PMRN), em Natal, enquanto o inquérito segue em andamento.

As apurações indicam que o caso reúne elementos considerados sensíveis pelas autoridades por envolver, simultaneamente, atuação política, suspeitas de organização criminosa e uso de redes sociais como instrumento de influência e exposição pública. Investigadores avaliam se a visibilidade digital da advogada também teria sido utilizada para fortalecer sua imagem e ampliar contatos.

Antes da prisão, Paloma acumulava milhares de seguidores em plataformas digitais, onde compartilhava conteúdos sobre rotina profissional, estilo de vida e bastidores da advocacia criminal. Em uma das declarações que repercutiram nas redes, ela afirmou ter sobrevivido a um atentado a tiros porque os disparos teriam sido amortecidos pelo silicone implantado nos seios.

Siga o canal do CN7 no Telegram

O caso segue sob investigação das autoridades do Ceará e do Rio Grande do Norte, que buscam esclarecer o alcance da atuação do grupo e a eventual participação de outros envolvidos nas ameaças denunciadas pelo parlamentar.

Publicidade
Publicidade

Clique ou role até aqui para carregar o carrossel.


LINKS PATROCINADOS