Mãe de menina de 5 anos morta por policial acusa Flávio de adiar julgamento de acusado
Cristiane chamou Flávio de mentiroso ao contestar a versão apresentada por ele
24/10/2026 10:28
A mãe de Ana Clara, menina de 5 anos morta após ser baleada durante uma ação policial no Rio de Janeiro, Cristiane Gomes da Silva criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate entre senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorrido na noite de ontem, na TV Globo. Ela acusou o parlamentar de atuar para adiar o julgamento do policial acusado de matar sua filha e o chamou de mentiroso ao contestar a versão apresentada por ele sobre o caso. O debate entre os candidatos foi o último antes do segundo turno das eleições para presidente, que acontecerá no próximo domingo (25).
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Em seu relato, a mãe afirmou que a criança foi atingida por disparos efetuados por um policial na porta de casa. Segundo ela, a perícia teria comprovado que não houve troca de tiros no local.
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A mulher também declarou que o policial ficou preso durante oito meses e que a investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro apontou que não houve confronto armado. Ela questionou a versão de que teria ocorrido uma troca de tiros, argumentando que apenas dois policiais participavam da ação.
A mãe de Ana Clara atribuiu a Flávio Bolsonaro responsabilidade pelo adiamento do júri. Segundo ela, o senador teria conseguido anular o julgamento duas vezes somente neste ano, por meio de sua atuação no caso. Com os adiamentos, o júri foi remarcado para 5 de maio de 2027.
Durante a discussão, ela também criticou a falta de contato do parlamentar com a família e afirmou que ele nunca procurou a mãe da menina para conversar sobre o caso.
Emocionada, a mulher disse que esperava mais empatia de Flávio Bolsonaro, especialmente por ele também ser pai. Ela reafirmou que a filha foi morta dentro de casa e contestou a versão apresentada pelo senador em defesa do policial acusado.