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Nota de repúdio
MP repudia declarações de vereador que sugeriu “dar uma pisa” em promotor de Justiça
A fala do vereador ocorreu durante pronunciamento na Câmara de Alto Santo
(Foto: divulgação/MPCE)
Por : Redação CN7
24/06/22 17:55

O Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE) publicou uma nota de repúdio às declarações dadas pelo vereador Luan Magalhães de Oliveira, durante pronunciamento na Câmara Municipal de Alto Santo, nesta sexta-feira (24). Na oportunidade, o parlamentar sugeriu agredir “todo dia” o promotor Gleydson Leandro Carneiro, da 4ª Vara da Promotoria de Russas, que responde pela Comarca de Alto Santo.

Em nota, o MP-CE repudiou a declaração do vereador e afirmou que vai tomar as medidas cabíveis, nos âmbitos cível e criminal, contra Luan. “A instituição acredita no poder do diálogo na busca de soluções coletivas e informa que tomará as medidas cabíveis, nos âmbitos cível e criminal, para reparar o dano, evitar que situações semelhantes ocorram e garantir o efetivo respeito à dignidade da pessoa humana, da paz social e da Justiça”, diz um trecho nota.

Em tempo

A presidência retirou a ameaça das notas taquigráficas. Lucas Seguros concordou, porém deu a entender que não estava arrependido sobre a ameaça de violência a um representante do MPCE.

Leia a nota completa:

“Nota de Repúdio

O Ministério Público do Estado do Ceará vem a público repudiar declarações proferidas na manhã desta sexta-feira (24/06) pelo vereador Luan Magalhães de Oliveira, durante pronunciamento na Câmara Municipal de Alto Santo. Na ocasião, o vereador manifestou-se de maneira ofensiva referindo-se ao promotor de Justiça da Comarca de Alto Santo, Gleydson Leanndro Carneiro Pereira, insultando diretamente o membro e a instituição.

O Ministério Público repudia toda forma de violência, inclusive verbal, contra membros da instituição ou qualquer cidadão. A instituição acredita no poder do diálogo na busca de soluções coletivas e informa que tomará as medidas cabíveis, nos âmbitos cível e criminal, para reparar o dano, evitar que situações semelhantes ocorram e garantir o efetivo respeito à dignidade da pessoa humana, da paz social e da Justiça.”

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