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MONKEYPOX
Varíola do Macaco não é transmitida pelo animal no momento atual
Amostra sanguínea para exame laboratorial da monkeypox
Por : Redação CN7
07/06/22 15:07

Apesar do nome, a varíola do macaco não é transmitida atualmente por macacos. O vírus, na verdade, é originário de roedores silvestres do continente africano e foi isolado em macacos. A doença é transmitida principalmente por meio de contato direto ou indireto com sangue, fluidos coporais, lesões de pele ou mucosa de animais infectados.

Entre pessoas, a transmissão pode ocorrer por contato próximo com secreções respiratórias infectadas, lesões de pele de um paciente infectado ou com objetos e superficíes contaminadas.

O período de incubação (intervalo desde a infecção até o início dos sintomas) da Monkeypox é geralmente de 6 a 13 dias, podendo variar de 5 a 21 dias. Clinicamente, a infecção pode ser dividida em dois períodos:

  • O período febril (entre os dias 0 e 5): caracterizado por febre, cefaleia intensa, adenopatia (inchaço dos gânglios linfáticos), dor nas costas, mialgia (dores musculares) e astenia intensa (falta de energia).
  • Além do período de erupção cutânea (entre 1 e 3 dias após o início da febre): quando aparecem as diferentes fases da erupção cutânea, que geralmente afeta primeiro o rosto e depois se espalha para o resto do corpo. As áreas mais afetadas são a face (em 95% dos casos), as palmas das mãos e as plantas dos pés (em 75% dos casos). Também são afetadas as mucosas orais (em 70% dos casos), genitália (30%) e conjuntiva (20%), bem como a córnea.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado Ceará (CRMV-CE) alerta para os riscos da Varíola do Macaco e, ressalta que a doença não tem relação direta com macacos.

“O CRMV-CE vem à público informar que embora a nomenclatura da doença, a transmissão que o ocorre da Varíola de Macaco neste momento no mundo tem origem através do contato humano com humano. Lembramos à população que esses animais não devem sofrer nenhuma retaliação, tais como agressões, mortes, afugentamento, ou quaisquer tipos de maus-tratos por parte da população”, declarou o Presidente do CRMV-CE, Francisco Atualpa Soares Júnior, enfatizando que o animal é vítima e que maus-tratos a animais é crime.

Não existem tratamentos específicos para a infecção pelo vírus da Monkeypox. Os sintomas dessa doença geralmente desaparecem naturalmente. É importante cuidar da erupção deixando-a secar ou cobrindo-a com um curativo úmido para proteger a área afetada, se necessário. Deve-se orientar o paciente a evitar tocar em feridas na boca ou nos olhos. Além disso, os cuidados clínicos para pacientes hospitalizados com a enfermidade devem ser totalmente otimizados para aliviar os sintomas, gerenciar complicações e prevenir sequelas a longo prazo, além das medidas de prevenção de infecções secundárias.

A vacinação contra a varíola demonstrou ajudar a prevenir ou atenuar a doença e proteger contra a Varíola do Macaco, com uma eficácia de 85%. As pessoas vacinadas contra a varíola demonstraram, no passado, ter alguma proteção contra Monkeypox. No entanto, deve-se notar que a vacinação contra a varíola terminou em 1980. Após isso, a doença foi declarada erradicada.

Porém, as vacinas contra a varíola não estão mais disponíveis no mercado para a população geral e como os casos da atual doença são raros, a vacinação universal não é indicada, até porque, hoje, não existem vacinas contra a Varíola do Macaco registradas no Brasil.

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